A possibilidade de uma delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ganhou força após a manutenção de sua prisão preventiva e a troca de advogados de defesa. O banqueiro está preso desde o dia 4 de março, em Brasília, no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes na venda de carteiras de crédito ao BRB.
Nos bastidores, a entrada do advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido por atuar em acordos de colaboração, aumentou as especulações sobre uma possível negociação com a Polícia Federal ou a Procuradoria-Geral da República.
Pela lei, um eventual acordo de delação exige que o investigado apresente provas concretas, como documentos, mensagens, gravações e outros materiais que confirmem suas declarações. O processo passa por etapas técnicas, análise de utilidade das informações, negociação das cláusulas, homologação judicial e, só depois, possível concessão de benefícios.
Na sexta-feira (3), a Segunda Turma do STF formou maioria para manter a prisão de Vorcaro, sob o argumento de risco de interferência nas investigações.
